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Operações permitem transferir petróleo de navios para balsas-tanque e ajudam a garantir o abastecimento de Manaus e de outras localidades do Amazonas durante o período de vazante.

O Grupo Atem realizou as duas primeiras operações da vazante de 2026 na primeira semana de outubro. As atividades ocorreram na base fluvial de Itacoatiara, no interior do Amazonas.

A Navemazônia, empresa de logística fluvial do grupo, montou a estrutura para apoiar o transporte de petróleo e derivados durante a estiagem. Dessa forma, a operação contribui para manter o abastecimento mesmo com a redução do nível dos rios.

Foto: Divulgação/Grupo Atem
Tubulações de uma embarcação utilizadas em operações relacionadas ao transporte de combustíveis. Imagem ilustrativa.
Foto: Reprodução/Grupo Atem

As operações transferiram petróleo de navios para balsas-tanque. Assim, a carga pôde seguir até Manaus de acordo com as condições de navegação do Rio Amazonas.

Operações ajudam a manter o abastecimento durante a vazante

O planejamento do Grupo Atem busca reduzir os impactos das restrições à navegação. Além disso, a estratégia pretende manter o fluxo de petróleo e derivados para Manaus e outras localidades do Amazonas.

As equipes realizaram as atividades em uma área de fundeadouro no Rio Amazonas. Para isso, a operação contou com licenças dos órgãos competentes e autorizações das autoridades portuárias e marítimas.

O trabalho exige coordenação entre embarcações, equipes e estruturas de apoio. Nesse contexto, a base fluvial permite transferir cargas de navios para balsas. Essa operação recebe o nome de ship-to-barge.

A estrutura também permite fazer o caminho inverso. Nesse caso, as equipes transferem cargas de balsas para navios. O procedimento é conhecido como barge-to-ship.

Ao todo, dezenas de embarcações participaram dos transbordos. A operação envolveu balsas-tanque, lanchas de apoio e unidades da base operacional fluvial.

Balsa recebeu carga equivalente a 200 caminhões-tanque

A equipe utilizou a Lumpsum em uma das operações. A embarcação é a maior balsa da Navemazônia.

A Lumpsum recebeu uma carga equivalente a 200 caminhões-tanque. Com esse volume, a equipe conseguiu aliviar o navio e reduzir seu calado.

O calado indica a profundidade da parte submersa de uma embarcação. Por isso, essa redução permitiu a passagem por trechos críticos do trajeto até Manaus.

Entre esses pontos estão a Costa do Tabocal e a enseada do Madeira. Durante a vazante, ambos os trechos exigem atenção das equipes de navegação.

Durante a estiagem, o nível dos rios diminui. Consequentemente, navios de grande porte podem encontrar dificuldades para navegar.

Essas embarcações transportam petróleo e derivados para a Refinaria da Amazônia. A unidade, por sua vez, fornece combustíveis para distribuidoras, empresas de navegação e outros setores.

Assim, as operações de transbordo em Itacoatiara ajudam a preservar o transporte de insumos. Além disso, a medida contribui para a continuidade do abastecimento no Amazonas.

Estratégia combina diferentes modais de transporte

O plano do Grupo Atem inclui outras medidas além do transbordo em Itacoatiara. A empresa monitora os rios e, ao mesmo tempo, antecipa viagens e estoques.

O grupo também reforça a frota durante o período de estiagem. Além disso, acompanha previsões produzidas pelo Laboratório de Modelagem do Sistema Climático Terrestre, o Labclim.

O laboratório pertence à Universidade do Estado do Amazonas (UEA). Dessa maneira, suas previsões ajudam a orientar o planejamento das operações.

A estratégia considera ainda a experiência das estiagens de 2023 e 2024. Na prática, esse aprendizado fortaleceu a integração entre diferentes empresas do grupo.

Participam desse trabalho a Refinaria da Amazônia, a Atem Distribuidora, a Navemazônia e a Rodoamazônia. Enquanto a Navemazônia atua no transporte fluvial, a Rodoamazônia trabalha com transporte rodoviário.

Essa integração permite adaptar embarcações, estoques e rotas. Além disso, possibilita combinar diferentes modais de transporte conforme as condições da vazante.

Segundo Guilherme Santana, vice-presidente de Distribuição e Operações do Grupo Atem, as estiagens anteriores mostraram a necessidade de combinar diferentes soluções.

“Nas estiagens anteriores, aprendemos na prática que não existe uma única solução para enfrentar as restrições de navegabilidade. É preciso combinar antecipação de estoques e viagens, diferentes embarcações, rotas e modais.”

Sobre o Grupo Atem

O Grupo Atem tem raízes no Amazonas e atua no setor de combustíveis e logística.

A empresa trabalha com distribuição de combustíveis, transporte fluvial, transporte rodoviário, refino e construção naval.

Sua estrutura atende postos parceiros, indústrias, produtores de energia e empresas do agronegócio. Além disso, o grupo apoia iniciativas voltadas ao desenvolvimento regional e à pesquisa ambiental na Amazônia.

Fonte: Grupo Atem — “Estiagem 2026: Grupo Atem realiza primeiras operações em Itacoatiara (AM)”.

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